“Transporte público em Goiânia é tratado como ‘de ninguém’”, diz doutora da UFG

Em artigo publicado nesta sábado no jornal O Popular, Érika Kneib, doutora em transportes, professora e pesquisadora da UFG, afirma que o jogo de empurra predomina no serviço de ônibus na região metropolitana da Capital e que, enquanto assim for, vai predominar a precariedade.

Há poucos dias, o valor da passagem subiu para R$ 4 sem que a Câmara Deliberativa de Transporte Coletivo (CDTC) – comandada pelos prefeitos Iris Rezende (Goiânia) e Gustavo Mendanha (Aparecida) – exigisse melhorias na rede.

“O transporte coletivo é um serviço público. Porém, hoje, é conhecido e tratado como de ninguém. É imperioso uma gestão pública estruturada, independente e com autonomia – inclusive financeira – atue no planejamento e gestão do transporte e seja capaz de influenciar decisões de trânsito e de desenvolvimento urbano, a exemplo do que acontece em cidades que adotam o modelo do desenvolvimento orientado ao transporte coletivo”, diz Érika.