Caiado perdido; Iris isolado; MPF persegue Marconi: Goiás vive crise sem precedentes

Goiás atravessa uma fase política e administrativa tenebrosa, resultado de um conjunto de fatores que podem levar o Estado a afundar em uma crise sem precedentes em nossa história.

A 22 dias de assumir o comando do Palácio das Esmeraldas, o senador e governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) está perdido e sua futura administração, completamente sem rumo. A equipe de transição caiadista dá demonstrações diárias de que não sabe como segurar o leme da gestão, especialmente na área fiscal. O futuro governador indicou apenas dois auxiliares, ambos de fora do Estado.

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), está isolado politicamente e ultrapassado na área administrativa. A capital se tornou um cateiro de obras paradas. Na semana passada, o emedebista sofreu derrota histórica na disputa pela presidência da Câmara de Goiânia. Sua articulação política é incapaz de manter os vetos na Casa.

O Ministério Público Federal promove uma perseguição irracional contra o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que se retirou da cena política para trabalhar na iniciativa privada enquanto se concentra em sua defesa. Os aliados do tucano também são alvo da caçada implacável. Assim, as articulações para a formação de um bloco de oposição que posa fiscalizar e até ajudar Caiado estão combalidas em sem força.

Goiás está, de fato, diante de uma crise sem precedentes. As estruturas políticas estão esfaceladas e a qualidade dos novos mandatos dos deputados estaduais e federais eleitos e reeleitos em outubro é duvidosa e ainda não passou pelo teste necessário do exercício das atividades parlamentares. Haverá uma luz no fim do túnel?