Ao encerrar Goiás na Frente, Caiado descumpre promessa de fazer gestão municipalista

Não importa o nome dado ao programa, nem quem o batizou: ao anunciar o encerramento do Goiás na Frente, sem prévio aviso e com convênios em aberto com as prefeituras, o governador Ronaldo Caiado (DEM) descumpre a promessa de fazer uma gestão municipalista.

Em que pesem as inovações específicas da modalagem do Goiás na Frente, como o parcelamento dos convênios para facilitar a prestação de contas pelas prefeituras, o repasse direto de recursos dos Estados para as prefeituras é prática adotada pelas diferentes administrações estaduais pelo País.

Daí a precisão da afirmação do prefeito de Vianópolis, Issy Quinan (PP), segundo a qual o Goiás na Frente é um programa de Estado e não de governos. Os prefeitos estão em meio de mandato e são a ponta mais sensível da crise econômica nacional.

O encerramento, sem mais nem menos, do Goiás na Frente vai pontilhar o mapa do Estado inteiro com obras paralisadas. E, obviamente, a autoria da façanha cairá no colo de Ronaldo Caiado. Essa é mais uma de tantas crises das quais o governador poderia ter se poupado.