“O MP quer é selecionar e atuar nos casos que dão mídia e poder”, diz advogado mais famoso do país

Virou onda: depois que a Ordem dos Advogados do Brasil se pronunciou a favor da aprovação da PEC 37, que limita os poderes do Ministério Público, cresceu na imprensa a avalanche de declarações e argumentos favoráveis à aprovação da medida.

Uma entrevista que está repercutindo é a do advogado Márcio Thomaz Bastos, que foi ministro da Justiça e é o mais célebre advogado brasileiro.

Márcio é integralmente a favor da aprovação da PEC 37, porque o poder de investigar deve caber somente à polícia. Caso seja entregue a procuradores e promotores, o que se terá é uma violação institucional aos direitos individuais, assegura o advogado.

E explica: “É um perigo porque não haverá controle judicial. O que o MP quer é selecionar e atuar nos casos que dão mídia, glória, saem no Jornal Nacional. Não querem amassar o barro, até porque não estão preparados para isso”.

Thomaz Bastos atacou mais: os promotores abrem uma investigação “que começa dos culpados e vai adiante até que se consegue comprovar suficientemente um crime. Chamar isso de PEC da Impunidade (como o fazem membros do MP e demais defensores da rejeição da PEC) é jogo retórico, se não for uma bobagem.”