Professora de colégio militar de Itumbiara se posiciona em polêmica sobre gestão da unidade

Veja:

“Como professora do CEPMG
e tendo em vista a pluralidade de ideias,  venho aqui me manifestar sobre o texto publicado acerca do colégio da polícia militar, unidade Dionaria Rocha, em Itumbiara.
É importante salientar aqui as mudanças pelas quais o país passa neste momento. Projetos são finalizados e outros projetos são abertos e isso é comum. São ciclos que, uma vez finalizados, abrem oportunidades para outras ações tão importantes quanto as anteriores e que ampliam a formação dos estudantes como um todo.
No ano de 2019 os projetos: Goiás, um estado de espírito; Cartas para minha mãe; Funcional a Efi do Cepmg; projetos de arte em pintura e afins são o foco da escola neste momento.
As pessoas às vezes não sabem das ações gerais da escola e, no calor do momento, pegam fatos isolados para se manifestar sobre um dissabor ou um fato que não lhes agradou; faz parte da natureza humana.
É importante, entretanto, pontuar as críticas. O texto fala sobre um “estagiário de biologia dando aulas de espanhol”.  Claramente,  o autor desconhece a promulgação do “notório saber” de anos anteriores,  nos quais uma pessoa que tenha curso de extensão ou notório saber, como o título da promulgação avisa, possa ministrar as aulas. Claro é que esta pessoa que está a ministrar as aulas foi sabatinada pela coordenação da escola.  Mas a fala é muito pior que isso. Ela coloca em questão a capacidade de um educador que tem formação em outras áreas, no plural mesmo, e que além disso está se qualificando em ainda outra área, a de linguística e ainda tem apoio de uma coordenação altamente qualificada e de uma falante nativa de língua espanhola.
Daí percebemos a superficialidade das “reclamações”.
A maioria dos professores do Cepmg é composta de mestrandos ou mestres, especialistas são seguramente mais de 95%.
Na escola com mais salas, aulas – sim, AULAS- em contraturno, aulões pré-vestibular. Temos problemas, mas desqualificar todo um trabalho, toda uma equipe, mencionando o projeto Encantando ou dando a entender que a escola não tem resultados devido a ausência de um professor é, no mínimo, infantilidade, desconhecimento da leitura pedagógica que deve ser reavaliada cotidianamente a fim de oferecer o melhor aos alunos e aos pais que nos confiaram seus filhos.
Prova disto e da capacidade dos educadores que no colégio atuam é o fato de que os próprios professores matriculam seus filhos na escola, o que geralmente não se vê em outras escolas estaduais ou mesmo conveniadas. Temos alunos na Medicina, no Direito; alunos aprovados para o curso superior até mesmo direto do segundo colegial.  Mas nosso objetivo é usar as pedras para construir, não para revidar. 860 em redação no Enem para o CEPMG  é nota tratada com naturalidade. Sabemos da capacidade de nossos alunos e de nossos professores.
Quanto à contribuição,  ela nunca foi escondida, camuflada ou opressora. É de conhecimento de todos, negociar é prerrogativa de cada um.
As portas da escola sempre estão abertas àqueles que também estejam abertos ao diálogo ético, argumentativo  e comprometido com a educação.
Jussara Martins Rodrigues,
orgulhosamente professora CEPMG e profunda admiradora de todos os professores que atuam ombro a ombro comigo nesta escola na qual o foco é a educação, a ética, a disciplina e o respeito.”