Secretária caiadista do meio ambiente classifica como “crítica” a situação do abastecimento de água em Goiânia, e atribui ao clima a muito provável crise hídrica deste ano

A secretária de Meio Ambiente e Recuros Hídricos do governo Ronaldo Caiado (DEM), Andrea Vulcanis, classificou nesta quarta-feira (2/5), em entrevista à rádio Sagres 730, como “crítica” a situação do abastecimento de água em Goiânia.

Na terça-feira (30), Caiado assinou um decreto de alerta hídrico nas bacias hidrográficas do Rio Meia Ponte e do Ribeirão João Leite, determinando, com meses de atraso, a adoção de medidas para o enfrentamento para a muito provável crise de abastecimento deste ano, prevista para entre agosto e outubro.

Curiosa foi a explicação de Vulcanis para a crise anunciada: o clima. “De acordo com Andrea Vulcanis, a média anual de chuva em Goiás nos últimos 30 anos foi entre 1.400 a 1.600 milímetros. Essa média caiu 750 milímetros a partir de 2014. ‘É como se a gente tivesse perdido meio ano de chuva entre 2014 e 2018′”, disse a secretária, segundo o portal da rádio Sagres 730.

É um discurso preventivo, porque diante da provável falta de água durante o período agudo da estiagem, o governo Caiado não terá o conforto da desculpa de que a falta de água é culpa do homem responsável por todos os males da história de Goiás desde o seu descobrimento: Marconi Perillo.

Até lá, haverá, na lógica dos governos competentes, tempo de sobra para tomar as medidas e fazer as obras necessárias para evitar a crise hídrica. E tempo de mais de governo Caiado para que Marconi seja apontado culpado. É preciso sempre lembrar, no entanto, que competência é uma palavra que não combina com esta gestão.