quarta-feira , 21 outubro 2026
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Presidente Bolsonaro é condenado por usar expressão com conotação sexual contra repórter da “Folha”

Por quatro votos a um, a 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a condenação ao presidente da República, Jair Bolsonaro, por ofensas dirigidas à repórter Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S.Paulo. O valor final da multa foi elevado de R$ 20 mil para R$ 35 mil.

“Uma vitória de todas nós, mulheres”, afirmou Patricia em sua página no Twitter. Ela lembrou que o TJ “decidiu que não é aceitável um presidente da República ofender, usando insinuação sexual, uma jornalista”. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) também se manifestou nas redes. Para ele, foi uma vitória judicial da jornalista e do país “conta a misoginia, o machismo e a ojeriza de Bolsonaro à imprensa livre que denuncia seus crimes”.

Jair Bolsonaro já havia sido condenado em primeira instância, em 2021, após usar a expressão “furo”, um jargão jornalístico, com conotação sexual. O presidente chegou a afirmar que a repórter queria “dar o furo” para obter informações. Patrícia Campos Mello publicou reportagens sobre um esquema de disparo de mensagens em massa contra o PT para favorecer Bolsonaro nas eleições de 2018.

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