• Pré-candidatura ignorada
Ronaldo Caiado tenta se vender como presidenciável, mas sua pré-campanha nasce morta dentro do próprio partido. No lançamento realizado na Bahia, nenhum nome de peso do União Brasil apareceu — nem mesmo o presidente da legenda, Antônio Rueda.
O isolamento é evidente: nem o aliado ACM Neto, vice-presidente do partido, consegue dar a sustentação necessária. Ambos falam em romper com o governo Lula, mas não têm força política nem cargos para pressionar.
• União Brasil, segue confortável com Lula
Enquanto Caiado discursa contra o Planalto, o União Brasil segue confortavelmente na base governista. Comanda os ministérios das Comunicações e Turismo, além de ter indicado o titular da Integração, Waldez Góes, aliado de Davi Alcolumbre.
A sigla articula uma federação com o PP, que também ocupa pasta na Esplanada. É uma engrenagem que gira com poder, verba e influência — tudo o que Caiado não controla.
• ACM Neto grita, mas ninguém escuta
ACM Neto até tenta fazer barulho, como fez em entrevista ao O Globo, pedindo que o partido entregue os ministérios. Mas não tem caneta, não tem mandato, e só oferece o discurso vazio de Caiado como moeda de troca. Em Brasília, esse tipo de aposta não compra lealdade — muito menos espaço eleitoral.
• Caiado é um general sem tropa
Caiado é hoje um general sem tropa, tentando enfrentar o governo com bravatas enquanto seu partido governa ao lado de Lula. Sem base, sem articulação e sem apoio real fora de Goiás, o que acabará em 6 meses, sua candidatura serve mais ao próprio ego do que a qualquer projeto viável para o Brasil.
Cristiano Silva
Editor