• Palmo seguro?
O governador Ronaldo Caiado insiste em afirmar que “não existe um palmo de crime em Goiás”, mesmo com a realidade desmentindo diariamente essa propaganda.
Nesta terça-feira (29), um homem foi executado com oito tiros a poucos metros da sede da Secretaria de Segurança Pública. A vítima, identificada como Moisés, era dono de um bar e já havia alertado que estava sendo ameaçada. Nenhuma medida foi tomada.
O assassinato, frio e premeditado, foi registrado na porta da estrutura que simboliza o comando da segurança estadual.
• Bandidagem deitando e rolando
Em programas de televisão e redes sociais, Caiado costuma dizer que é possível andar nas ruas de Goiás com o celular na mão. A realidade mostra o contrário: só em 2024, mais de 20 mil celulares foram roubados no estado.
Essa afirmação leviana constrói uma falsa sensação de segurança, escancarando o abismo entre discurso e prática. Goiás virou um território onde a criminalidade desafia o Estado diariamente, enquanto o governador prefere a encenação à prevenção.
• De quem é a culpa?
Do governo Caiado, que não aumenta o quantitativo de homens nas ruas. O déficit é evidente: concursados da Polícia Militar estão migrando para outros estados por falta de convocação.
Enquanto o efetivo policial encolhe, o número de crimes se espalha por Goiânia, Anápolis, Jataí, Teresópolis e outras cidades goianas, revelando um abandono estrutural da segurança pública.
O governador vende bravatas como se fossem estatísticas, mas os corpos continuam se acumulando. Caiado, Goiás não quer marketing: quer segurança de verdade.
Cristiano Silva
Editor

















