• Demissão
O presidente Donald Trump demitiu, nesta sexta-feira (1º), Erika McEntarfer, autoridade do Departamento do Trabalho, acusando-a — sem apresentar provas — de manipular os números do último relatório de emprego.
A economia dos EUA criou apenas 73 mil vagas em julho, com fortes revisões negativas nos meses anteriores. A alegação gerou apreensão entre analistas e reforçou temores de interferência política na produção de dados oficiais.
• Dados frágeis
A queda na qualidade das estatísticas preocupa especialistas. O índice de resposta das empresas à pesquisa do Bureau of Labor Statistics caiu de 80% para 67% desde 2020.
Economistas alertam para os riscos dessa deterioração, sobretudo diante de cortes de pessoal que afetam também a coleta do Índice de Preços ao Consumidor — referência central da inflação.
• Pressão
Além da crise com o BLS, Trump ganhou a chance de influenciar o Federal Reserve com a renúncia inesperada da governadora Adriana Kugler. Embora tenha dito que não pretende demitir Jerome Powell, o presidente voltou a criticar o Fed por não reduzir os juros, ampliando a tensão entre governo e banco central.
• Credibilidade abalada
Especialistas como Michael Madowitz, do Roosevelt Institute, afirmam que “politizar estatísticas econômicas é um ato autodestrutivo” e alertam que a credibilidade dos dados é essencial para sustentar a economia americana.
Para a maioria dos economistas ouvidos pela Reuters, a confiança nos indicadores caiu — e ainda falta ação concreta para reverter esse cenário.

















