• Vai começar a baixaria
O resultado da pesquisa Quaest escancarou um cenário incômodo para Caiado (UB): seu herdeiro político, Daniel Vilela (MDB), mesmo com a máquina nas mãos, não consegue abrir vantagem sobre Marconi Perillo (PSDB).
Apenas quatro pontos separam os dois, o que configura empate técnico. O nervosismo no Palácio das Esmeraldas cresce, e as movimentações para atacar a imagem do adversário já começaram a ser articuladas.
• O que ocorreu no verão passado?
Fontes internas apontam que o chamado “gabinete do ódio” do governo Caiado prepara uma ofensiva de calúnias e difamações contra Marconi. Eles pretendem usar o mesmo jogo sujo, arquivado pela justiça, da Lava Jato nos ataques.
Acontece que paradoxo neste caso é interessante: tanto Caiado, apelidado de “Vaqueiro da Odebrecht”, quanto Daniel Vilela, constam na famosa lista da empreiteira.
Delações homologadas pelo STF em 2017 relataram pagamentos de R$ 1,5 milhão em caixa dois para campanhas de Maguito e Daniel Vilela; o famoso caixa 2.
• Será que cola?
É nesse terreno de contradições que Caiado aposta todas as fichas. Ao mesmo tempo em que tenta desviar o foco do passado de Daniel e do próprio envolvimento em delações, aciona veículos alinhados com verbas de comunicação estatal para disparar ataques contra Marconi Perillo.
Mas a estratégia tem limites: não se constrói liderança apenas com ódio e difamação.
Cristiano Silva
Editor

















