• Dados Falseados
O Goiás 24 Horas teve acesso a denúncia recebida pelo Ministério Público que aponta que a Saneago teria divulgado, de forma deliberada, dados falsos sobre cobertura de saneamento entre 2019 e 2025.
A representação fala em dolo institucional, já que a própria administração da empresa reconheceu falhas metodológicas em relatórios internos, mas seguiu usando informações distorcidas para promoção institucional.
• Recursos Bilionários
Segundo o documento, os dados incorretos foram utilizados em decisões estratégicas, emissão de debêntures, precificação de ativos e até para obtenção de selos de excelência ambiental e financeira.
O impacto não foi pequeno: estima-se que R$ 52,86 bilhões em recursos e compromissos tenham sido diretamente afetados pela divulgação sistemática de informações falsas.
• Auditoria Externa
O MP solicitou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) audite a origem e a integridade dos números usados pela Saneago e que compare os índices com os resultados do Censo do IBGE de 2022.
A promotora de justiça Leila Maria também questiona a responsabilidade da agência de rating Moody’s Local Brasil, que teria atribuído nota máxima às debêntures da empresa, facilitando captação de recursos em condições privilegiadas.
• Impacto
A denúncia sustenta que a utilização de dados desatualizados ou falsos impactou diretamente o ranking nacional do setor e induziu investidores, órgãos de regulação e até consumidores ao erro.
O caso envolve ainda a Agência Goiana de Regulação (AGR), a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), todas intimadas a esclarecer metodologias e comprovar a integridade dos dados.
O escândalo atinge em cheio o governo Ronaldo Caiado, que controla a Saneago e será obrigado a explicar como a estatal, em vez de investir na melhoria da rede de água e esgoto, teria manipulado números para aparentar uma eficiência inexistente e captar bilhões no mercado financeiro.

















