Política
• O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu desculpas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após chamá-lo de “tirano” durante o ato de 7 de setembro na Avenida Paulista, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O gesto foi revelado por aliados e interpretado como parte de uma estratégia de reaproximação com a Corte, segundo a colunista Bela Megale, do jornal O Globo.
Recuo estratégico
• Tarcísio admitiu a interlocutores que o ataque não foi planejado e ocorreu sob pressão da base bolsonarista, que exigia dele uma postura mais dura contra o STF, às vésperas do julgamento que condenou Bolsonaro por tentativa de golpe.
• Após o episódio, o governador passou a buscar uma recomposição institucional com ministros da Suprema Corte.
• Em outubro, ele se reuniu com o presidente do STF, Edson Fachin, e, semanas depois, participou de um almoço com o decano Gilmar Mendes, em Brasília.
Reaproximação política
• Segundo aliados, Tarcísio tenta reduzir tensões com o Judiciário e recuperar canais de diálogo, especialmente diante da complexa conjuntura política nacional.
• O pedido de desculpas a Moraes foi considerado um movimento calculado para afastar o governador do discurso mais radical e consolidar sua imagem de gestor moderado.
• A avaliação é que ele busca manter o apoio de parte do eleitorado bolsonarista sem romper totalmente com as instituições.
• Nos bastidores, Tarcísio tem reafirmado que não pretende disputar a Presidência em 2026, concentrando-se na reeleição em São Paulo.

















