• Explosão de gastos
Em maio desse ano, um evento, que deveria ser social em Abadia de Goiás, se transformou em comício eleitoral de Gracinha Caiado e Ronaldo Caiado, com direito até ao cartaz na foto apoiando as pré-candidaturas do casal. Além do abuso de poder político, até porque o cartaz não surgiu sozinho, temos também um alto custo do evento político. Quem paga a conta? Bingo, você contribuinte.
Os números levantados pelo O Popular nesta segunda-feira (24) acendem um alerta grave sobre o possível uso da máquina pública em campanha eleitoral explícita.
Em 2019, o governo Caiado gastava R$ 220 milhões em assistência social. Com o lançamento da pré-candidatura de Gracinha Caiado ao Senado em 2024, esse valor saltou para R$ 711 milhões.
A farra continua. Até agosto de 2025, já foram R$ 581 milhões liquidados, com R$ 989 milhões empenhados — praticamente um bilhão de reais.
• Pré-campanha escancarada
Esse salto coincide diretamente com a movimentação política de Gracinha Caiado, agora pré-candidata ao Senado, e de Daniel Vilela, pré-candidato ao governo.
Ambos aparecem em agendas oficiais, eventos, fotos, vídeos e ações supostamente “sociais” — como se a máquina pública fosse extensão de campanha.
• Muito dinheiro, pouca assistência
Apesar do orçamento quase triplicar, a política social do estado continua parada no mesmo lugar. Não há ampliação de equipamentos, centros, benefícios ou serviços.
O que existe é um volume imenso de dinheiro público sendo canalizado para ações que rendem visibilidade política, não proteção social.
Diante do tamanho do salto financeiro e da coincidência com pré-campanhas explícitas, o caso exige apuração urgente. A pergunta é direta: a assistência social virou cabide eleitoral financiado com dinheiro público?

















