• Preocupação
O G24H recebeu uma denúncia que tem preocupado os usuários do plano de saúde Unimed em Goiânia.
Segundo uma fonte, a Unimed estaria promovendo a retirada progressiva dos atendimentos das clínicas independentes, direcionando os pacientes para unidades próprias, em um processo de verticalização.
Na prática, isso concentraria todo o poder assistencial, administrativo e financeiro nas mãos da cúpula de uma cooperativa, que passaria a definir protocolos, exames, autorizações e tratamentos.
O risco é evidente: o paciente perde autonomia, o médico perde independência e o tratamento passa a obedecer interesses internos da operadora.
• Racha interno e disputa de poder
O cenário em Goiânia é agravado por um racha político interno. Dois diretores, Frederico Moraes Xavier e Marcela Regina Araújo, dissidentes da gestão de Sérgio Baiocchi, e alvos de processo judicial por difamação, teriam rompido e entrado para grupos diferentes na Unimed.
Ou seja: há uma disputa interna intensa pelo controle da cooperativa, enquanto os usuários ficam no meio do fogo cruzado.
• O que já acontece em Belo Horizonte?
Em Minas Gerais, a situação denunciada é ainda mais grave. A advogada especialista em advocacia médica Cristiane Ribeiro Marco Antonio divulgou um áudio de um médico oncologista cooperado da Unimed, expondo o sistema de pressão e punição interna.
Ele afirma que não pode fornecer relatório médico para um paciente buscar seus direitos contra a Unimed na justiça, sob risco de expulsão da cooperativa.
Ele contou que foi punido com desconto de 10% no salário por 6 meses após um paciente judicializar um exame de PET Scan de R$ 3 mil contra o plano e passou a viver sob ameaça permanente de sanções e exclusão caso tente defender o paciente.
“Se eu dou qualquer documento para o paciente judicializar contra a cooperativa, eu posso ser expulso”, disse o médico.

















