• “Pulíça” paralela
Informações de bastidores recebidas pelo Goiás24Horas revelam um dado alarmante: a Casa Militar do governo Caiado concentra hoje 253 policiais militares.
É efetivo suficiente para formar quatro quartéis, enquanto cidades do interior sobrevivem com uma única viatura para atender três ou mais municípios.
• Prioridades invertidas
Na prática, criou-se a “minha puliça” do Caiado, afastada das ruas, do patrulhamento diário e do desgaste real da atividade policial.
Enquanto a base enfrenta falta de efetivo e jornadas exaustivas, a Casa Militar se tornou um reduto protegido e aconchegante para privilegiados.
• Um cálice de bravura
O que mais causa indignação dentro da própria corporação é o padrão que se repete: policiais lotados ou oriundos da Casa Militar aparecem, de forma repentina, como protagonistas de ocorrências rotineiras e, pouco depois, são contemplados com bravuras e promoções.
O fenômeno levanta questionamentos sérios sobre critérios, mérito e igualdade na carreira militar. São os chamados “Nutellas”, que não estão expostos ao sol do dia a dia, mas recebem promoções como se lá estivessem. Doces poderes.
• Casos graves
É desse mesmo núcleo que surgem episódios que mancham a imagem da instituição. O assassinato do empresário Fabrício Lourenço Brasil, em Goiânia, investigado como pistolagem, trouxe à cena dois sargentos da PM e um coronel com origem na Casa Militar, Alessandro Regys Reis de Carvalho, apontado pela investigação como possível mandante, com promessa de vantagens funcionais.

















