sexta-feira , 6 março 2026
Bastidores

Investigação do CNJ sobre nepotismo no TJGO atrapalha planos de Carlos França e apoio a candidata para vaga de desembargadora

• Fato

A Rádio CBN Goiânia revelou, em outubro, na coluna Papo Político, da jornalista Fabiana Pulcineli, a abertura de um processo administrativo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para apurar suspeitas de nepotismo no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

A medida ocorreu após recadastramento realizado em janeiro, quando 488 servidores declararam parentesco no órgão.

• Vem bomba…

Segundo a CBN, o CNJ também apontou ausência de clareza nos requisitos dos processos seletivos, ampliando o alcance da investigação.

Nos bastidores, a apuração ajuda a explicar a saída antecipada do então presidente do TJGO, Carlos França, que deixou o cargo e passou a advogar. A avaliação interna é de que França busca manter influência no tribunal.

• Indicação para a vaga

A movimentação do ex-presidente, segundo uma fonte, incluiria a tentativa de emplacar pessoas de confiança, como a procuradora Laura Maria Ferreira Bueno, na vaga de desembargadora.

Os nomes da lista tríplice foram definidos na sexta-feira (12), em sessão extraordinária do Órgão Especial do TJGO. A vaga é decorrente da aposentadoria da desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, ocorrida no mês de outubro.

Candidatas:

– Laura Maria Ferreira Bueno
– Lívia Augusta Gomes Machado
– Villis Marra Gomes