sexta-feira , 6 março 2026
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Decisão da Justiça detalha como mensagens disparadas do telefone funcional de Filemon abasteceram rede de sites para promover Daniel Vilela e atacar Wilder Morais

• A indústria da mentira

Um dos papéis da fábrica de inverdades mantida com dinheiro público no governo Caiado é mentir sobre Daniel Vilela (MDB), colocando-o como favorito nas pesquisas fraudulentas, e atacar adversários.

Foi assim com o senador Wilder Morais (PL). Segundo a denúncia do advogado do PL, Leonardo Batista, acolhida em liminar pelo Tribunal Regional Eleitoral, o superintendente de Imprensa do governo Caiado, Filemon Pereira Miguel, utilizava seu telefone funcional para disparar textos prontos a veículos alinhados comercialmente com a verba pública do Estado.

• Promoção em série

Um exemplo citado é a matéria “Daniel Vilela é o candidato que tem maior potencial de crescimento, avalia diretor da Quaest”. O texto foi enviado diretamente do WhatsApp funcional de Filemon e, em seguida, replicado sem qualquer alteração por sites como Jornal Opção, Notícia Toda Hora, Poder Goiás, Voz de Goiás, Fala Canedo, Geoportal, Todo Tempo Notícias, Nós Opinando, Portal Democrata e Tudo OK Notícias.

• Ataque ao adversário

Logo depois, o mesmo método foi usado contra Wilder Morais. A narrativa “Polícia Federal investiga Wilder Morais por suposto desvio de emendas” foi disparada pelo mesmo canal oficial e passou a circular, de forma idêntica e quase simultânea, em Brasil 24 Horas, Voz de Goiás, Jornal Opção, Diário Poder Aparecida, Fala Canedo, Geoportal, Poder Goiás, Todo Tempo Notícias, Lupa Política, Nós Opinando, Portal Democrata e Tribuna do Planalto.

• Padrão identificado

Para o relator Ivo Favaro, a repetição literal dos textos demonstra coordenação e padronização, e não jornalismo independente. A decisão ressalta que essas narrativas já haviam sido consideradas falsas em outros processos, com ordens judiciais de remoção e retratação.

• Quem sustentava a rede

Nos autos, o secretário de Comunicação Gean Carlo Carvalho é apontado como quem garantia os contratos, verbas e fluxos de informação, enquanto Filemon operava a distribuição do conteúdo.

A Justiça determinou a cessação imediata do uso da estrutura pública para promoção política ou ataque à reputação de adversários. Porém, o Goiás24horas apurou neste domingo (21), que as reportagens do gabinete do ódio continuam sendo replicadas nos mesmos sites, em desobediência expressa a determinação judicial.

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