sexta-feira , 6 março 2026
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Em ato sobre o 8 de Janeiro, Lula veta integralmente projeto que reduziria penas de Bolsonaro e condenados por atos golpistas

Decisão

• O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto de lei conhecido como PL da Dosimetria, que previa a redução de penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado e nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Cerimônia

• O veto foi assinado nesta quinta-feira durante evento no Palácio do Planalto que marcou os três anos das invasões às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

• A decisão foi comemorada por autoridades e convidados presentes à solenidade.

Projeto

• O texto havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal no fim do ano passado.

• A proposta beneficiaria réus apontados como integrantes do chamado “núcleo crucial” da trama golpista e participantes dos atos de vandalismo de 8 de janeiro.

Conteúdo vetado

• O projeto criava mecanismos para acelerar a progressão de regime em crimes contra o Estado Democrático de Direito.

• Previa redução de até dois terços das penas para vândalos comuns dos atos de 8 de janeiro.

• Estabelecia que o crime de tentativa de golpe de Estado absorveria o de tentativa de abolição do Estado Democrático, em condenações simultâneas.

• Também diminuía de 25% para 16% o tempo mínimo de cumprimento da pena em regime fechado para progressão ao semiaberto.

Posicionamento

• Lula já vinha sinalizando que vetaria a proposta, por avaliar que ela enfraqueceria a responsabilização pelos atos golpistas e poderia favorecer aliados políticos.

• O governo entende que a medida contrariaria o interesse público e a preservação da ordem democrática.

Congresso

• O veto presidencial ainda será analisado pelo Congresso Nacional.

• Deputados e senadores podem manter ou derrubar a decisão do presidente.

• Para a derrubada, são necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado.

• Caso o veto seja derrubado e o texto se torne lei, a norma poderá ser questionada judicialmente.

• Partidos políticos, a Procuradoria-Geral da República e outras entidades podem acionar o Supremo Tribunal Federal para avaliar a constitucionalidade da proposta.

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