sexta-feira , 6 março 2026
Bastidores

Bloco do PL defende ida de Gustavo Gayer para o União Brasil e rejeita aliança com Caiado e Daniel Vilela

• Documento

Bolsonaristas que integram o bloco de oposição interna a Gustavo Gayer dentro do Partido Liberal (PL) articulam a elaboração de um documento político, acompanhado de pesquisa, para protocolar nas direções estadual e nacional da sigla.

O objetivo é barrar a aliança com o governador Ronaldo Caiado (UB) e com o vice Daniel Vilela (MDB) nas eleições neste ano.

• Pressão

O grupo defende abertamente que Gayer deixe o PL e migre para a União Brasil, caso insista na aproximação com Caiado.

Para eles, projetos pessoais estão sendo colocados acima da vontade da maioria do partido. “Márcio Correa, prefeito de Anápolis, é um intruso no PL, sempre foi do MDB e amiguinho do Daniel Vilela. Major Vitor Hugo é cheio de estratégias pessoais e o Gayer é folha de bananeira. Os três deveriam deixar o PL em paz e mudarem para o partido do Caiado, lá sim é lugar de gente do Centrão”, disse um deputado.

• Mágoa

Deputados estaduais lembram que o PL foi duramente perseguido pelo governo Caiado nos últimos anos. Citam, especialmente, as ações judiciais movidas pela advogada Ana Vitória Caiado, que quase resultaram na perda de mandato de Major Araújo, Paulo Cezar Martins e delegado Eduardo Prado.

Segundo eles, houve ameaças, desgaste político, gastos elevados com advogados e tentativa clara de intimidação.

• Contradição

“Agora — afirmam — Caiado chega, impõe a aliança e Gayer aceita, ignorando todo esse histórico.” Para o grupo, isso transforma Gayer em tudo aquilo que o próprio Caiado já disse dele no passado.

• Derrota em Goiânia

Eles também recordam que Caiado se uniu à esquerda e ao PT no segundo turno em Goiânia para derrotar o candidato do PL, Fred Rodrigues, e dar vitória a Sandro Mabel.

O grupo pretende protocolar o documento defendendo apoio integral à pré-candidatura do senador Wilder Moraes ao governo de Goiás, e, se necessário, convocar convenção partidária para impedir que a vontade de poucos se sobreponha à maioria.