• Alerta ignorado
Antes de ser assassinada, a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, enviou um e-mail ao 2º Juizado Especial Cível e Criminal de Caldas Novas relatando que tinha medo pela própria vida.
No documento, ela descreve ofensas, perseguições e ataques de misoginia praticados por Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico Cléber Rosa de Oliveira, os dois agora investigados pelo crime.
No e-mail, Daiane afirma que sofria danos morais e materiais e pediu medidas protetivas. “Tenho medo e receio da minha própria vida”, escreveu, solicitando afastamento e proteção. Segundo ela, as agressões tinham como objetivo afastá-la das locações no prédio, para que apenas Maicon pudesse atuar como corretor.
• Histórico de conflitos
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, quando desceu ao subsolo do prédio onde administrava seis apartamentos para verificar padrões de energia e não voltou mais. A Polícia Civil aponta que ela mantinha histórico de brigas, ameaças e perseguições com o síndico e o filho.
Em outro depoimento à polícia, Daiane contou que foi agredida fisicamente com um soco, dado por Cléber, em maio de 2025, durante uma discussão sobre a falta de água em um dos apartamentos.
O corpo da corretora foi localizado após Cléber confessar o crime e indicar o local onde havia escondido a vítima. A investigação apura também o papel de Maicon na tentativa de obstrução das investigações.
• Prisão mantida
Cléber e Maicon passaram por audiência de custódia nesta quinta-feira (29), em Goiânia, e tiveram as prisões mantidas. Segundo o Ministério Público (MP), ficou demonstrado que os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos dentro da legalidade.
• Pedido que virou denúncia
O e-mail enviado por Daiane agora ganha peso central na investigação e levanta uma pergunta incômoda: se o alerta tivesse sido levado a sério, essa tragédia poderia ter sido evitada? O documento mostra que a vítima tentou pedir ajuda e não foi ouvida a tempo.

















