• Divisão do PL
Segundo fonte do PL, o deputado federal Gustavo Gayer teria dito a interlocutores que a candidatura de Wilder Morais ao governo de Goiás pode provocar reação do governador Ronaldo Caiado.
Na avaliação atribuída ao parlamentar, Caiado poderia deixar de apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) em eventual segundo turno presidencial e o partido dele apoiar Lula (PT).
• Risco de alinhamento
A preocupação envolve também o papel do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Nos bastidores do PL, há o entendimento de que interesses federais do PSD — que hoje ocupa três ministérios no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — poderiam empurrar o partido para um alinhamento com o PT em um eventual segundo turno.
• Conta política
De acordo com integrantes da legenda, Gayer avalia que uma candidatura própria do PL em Goiás poderia reduzir a disposição de Caiado em apoiar o projeto presidencial bolsonarista.
Já a deputada federal Magda Mofatto defende foco na formação de maioria no Legislativo. Para ela, uma composição com Daniel Vilela (MDB) ao governo e Gracinha Caiado (UB) ao Senado poderia ampliar as chances do PL eleger dois senadores por Goiás.
Por outro lado, alas do PL sustentam que abrir mão de candidatura própria deixaria o partido — identificado pelo número 22 — sem protagonismo em Goiás, o que também poderia enfraquecer o projeto nacional da legenda.

















