Rearranjo
• O Partido Social Democrático, PSD, legenda à qual Ronaldo Caiado se filiou em janeiro, articula nos bastidores a sucessão no Ministério da Agricultura após a saída já definida de Carlos Fávaro, que deixará o cargo em abril para disputar o Senado por Mato Grosso.
• Caiado, que vivia reclamando do União Brasil, por ter indicados no governo, está agora em um partido que está enraizado no projeto do PT.
• Atualmente, o PSD ocupa três ministérios: Pesca, Minas e Energia e Agricultura. Além de cargos em diversos escalões.
Movimento
• A sigla quer manter o controle da pasta e apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o nome do atual ministro da Pesca, André de Paula, como alternativa para preservar o espaço político do partido na Esplanada.
• Interlocutores apontam que a indicação surgiu como forma de evitar que a sucessão fique restrita à equipe atual da Agricultura.
• O presidente Lula teria manifestado nos bastidores a intenção da continuidade de um indicado do PSD na pasta.
Negativa
• André de Paula negou qualquer articulação para assumir o ministério.
• “Não procede. O que é certo é que decidi permanecer no governo e não disputar as próximas eleições. Tudo mais é especulação”, afirmou.
Impasse
• O secretário-executivo Irajá Lacerda e o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, ambos do PSD, também são citados, mas devem deixar os cargos para disputar eleições.
• Outro cotado é Carlos Augustin, assessor especial de Fávaro e presidente do conselho da Embrapa. Filiado ao PT, ele é visto como opção de continuidade técnica, mas a escolha dependerá do arranjo político da reforma ministerial.

















