• Promotora investiga contratos milionários
O chamado gabinete do ódio ligado ao governo de Caiado voltou a atacar usando veículos que recebem dinheiro público de anúncios, mas atuam como cangaceiros de reputações.
Desta vez, o alvo indireto é a promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira, integrante do Ministério Público que conduz investigações sobre contratos milionários firmados pelo governo de Goiás.
• Tempestade em copo d’água
Sem atingir diretamente a promotora, os ataques passaram a mirar o filho dela, um homem de 26 anos, que é alvo de uma denúncia individual. O rapaz é maior de idade, possui vida própria e responde por seus atos como qualquer cidadão. E outra, ninguém falou do pai dele, só da mãe. Será por que?
Mesmo assim, o episódio passou a ser explorado para tentar atingir a imagem da promotora. Juridicamente, pais não respondem por atos de filhos maiores de idade, mas a estratégia tem sido associar o caso à atuação da promotora nas investigações. E a coisa não passa de tempestade em copo d’água.
• Estrutura já foi denunciada
Segundo denúncias já apresentadas na Justiça Eleitoral, existe uma estrutura organizada para produzir ataques e assassinatos de reputações. O caso foi levado ao Judiciário pelo advogado do PL, Leonardo Batista, que apontou a existência de um chamado gabinete do ódio ligado ao governo Caiado.
A estrutura apontada nas denúncias passaria pela Secretaria de Comunicação, comandada por Gean Carvalho, e também pela superintendência da área, ocupada por Filemon Pereira Miguel.
• Milícia digital
Ao atingir indiretamente uma integrante do Ministério Público, a situação ganha novos contornos e a milícia digital do Palácio coloca o pé em um terreno perigos.
Para especialistas, quando ataques são direcionados a quem exerce função de fiscalização, pode haver tentativa de intimidar ou constranger o trabalho de investigação. A ditadura Caiado está acabando e esses cangaceiros da notícia esquecem de um detalhe: a tinta da caneta do governo acabou.
Cristiano Silva
Editor


















