sábado , 25 abril 2026
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Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação cria grupo “Mutirão Digital 1 – Daniel Vilela” e servidores relatam pressão por comentários nas redes

• Abuso de poder

Servidores denunciaram ao Goiás24Horas a criação de um grupo de trabalho da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação no WhatsApp, chamado “Mutirão Digital 1 – Daniel Vilela”.

Segundo os relatos, o grupo teria sido criado por Tiago Pereira, chefe de gabinete do secretário José Frederico, com participação de servidores públicos. Daniel Vilela estaria fiscalizando pessoalmente, segundo mensagem encaminhada aos servidores.

• Cobrança registrada

Mensagens mostram cobrança por engajamento em publicações. Em um dos trechos, integrantes são orientados a comentar postagens, com ameaças veladas para quem não interagir com a reportagem do O Popular, intitulada “Mudanças são para tirar áreas da zona de conforto, diz Daniel”, de hoje, sábado (4) no Instagram. A publicação tinha cerca de 169 comentários e mais de 400 curtidas até a hora do fechamento desta reportagem. As ameaças e pressões no suposto grupo de trabalho da Secretaria de Tecnologia começaram por volta de 8h da manhã.

Nos comentários, servidores aparecem repetindo mensagens semelhantes, com menções a “@DanielVilela15”, frases como “trabalho sério para o desenvolvimento de Goiás”, “Goiás vai continuar crescendo” e “sabe o que faz Goiás continuar avançando”.

• Pressão relatada

Servidores afirmam que existe um terrorismo e ameaça de demissão ou punição para quem desobedecer. Eles relatam que a participação nas interações seria acompanhada e cobrada dentro do grupo.

Em mensagem divulgada, é citado que o governador Daniel Vilela “conhece o grupo e sabe quem participa”, reforçando a cobrança interna.

• O que diz a lei?

Pela Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), usar cargo público para fins pessoais ou políticos é crime, além de abuso de poder político e coação. Qualquer servidor que se sentir coagido ou prejudicado pode procurar o Ministério Público ou a justiça eleitoral e meter o ferro sem dó. Fica a dica.