• Daniel Vilela e a Saúde caótica de Goiás
A morte do bebê Luan Vitor, em Catalão, após falta de UTI e ambulância adequada para transferência, é uma tragédia e o governo Caiado e Daniel Vilela tem culpa.
O vídeo gravado pela mãe, Paula Ribeiro, publicado pelo Goiás24Horas, mostra a peregrinação dela para tentar salvar o filho e expõe o drama de uma família que buscou socorro e foi empurrada de um lado para outro.
• O caso
Segundo a mãe, Luanzinho era asmático e tinha laringotraqueomalasia, um estreitamento na garganta. Quando entrava em crise, o tratamento com aerosol e adrenalina costumava estabilizar a criança. Na sexta-feira (3), ele passou bem. No sábado (4), porém, a tosse voltou forte e o quadro piorou.
Paula relata que procurou atendimento, mas a situação não foi resolvida no hospital pediátrico de Catalão (GO). Depois, o menino acabou sendo transferido para outra unidade estadual, em Itumbiara (GO). O ponto mais grave do caso está justamente no meio desse caminho.
• Entubado para morrer
Os médicos decidiram entubar Luan e depois transferir para um leito de UTI em Goiânia. Porém, após o procedimento, não havia ambulância disponível para o transporte. A família precisou implorar para políticos, amigos e conhecidos. Um carro foi deslocado de Ipameri (GO), que fica a 190 km de Itumbiara, para o transporte de Luan.
O problema é que a ambulância não tinha estrutura para levar um paciente entubado. As esperanças foram se transofrmando em desespero, nova luta por ambulância, até que o bebê não suportou e morreu.
• Quem vai responder, Daniel Vilela?
A lógica: se a equipe decidiu entubar a criança, já sabia que se tratava de um paciente grave. E paciente entubado não pode ser jogado de qualquer jeito na estrada, sem estrutura, sem suporte, sem transporte compatível com a gravidade do quadro. Entubar e não garantir a remoção adequada é abrir a porta para a tragédia. E foi o que ocorreu.
Daniel Vilela, que hoje está à frente do governo, precisa sair da agenda de festa, evento, pose e rede social para explicar o que aconteceu. Uma criança morreu. E morreu esperando o que o Estado tinha obrigação de oferecer: atendimento, UTI e transporte digno.

















