• Contradição do próprio Estado
O sargento Josué Júnior, da Polícia Militar de Goiás, enfrenta uma situação revoltante. Vítima de acidente durante o trabalho em 1997, ele esperou mais de duas décadas para ter o caso reconhecido — e, quando finalmente conseguiu, o próprio Estado voltou atrás.
Na época do acidente, o nexo com a atividade policial não foi reconhecido. O resultado foi uma aposentadoria proporcional, sem considerar que o problema de saúde teve origem no exercício da função.
• Reconhecimento veio décadas depois
Somente em 2023, com laudos, testemunhas e documentos oficiais, incluindo registros médicos da própria corporação, ficou comprovado que o militar foi vítima de acidente em serviço.
Com base nessas provas, o comando da Polícia Militar reconheceu o direito do sargento e determinou a integralização da aposentadoria. A decisão foi formalizada e publicada em Diário Oficial.
• GoiásPrev anula tudo
Mesmo assim, a Goiás Previdência (GoiásPrev) entendeu que a PM não teria competência para o reconhecimento e mandou anular o ato. Resultado: o direito foi retirado.
O caso escancara uma contradição grave: o próprio Estado reconhece e depois desmancha o reconhecimento, ignorando provas técnicas e decisão oficial.
“Depois de mais de 20 anos, consegui provar com laudo que foi acidente em serviço. Quando reconheceram, desfizeram tudo. Eu só quero justiça”, afirma o sargento.

















