• Renda supera R$ 1 milhão, mas…
O desmonstrativo financeiro da partida entre Goiás e Cruzeiro, pela Copa do Brasil, divulgado no site da CBF, revelou um cenário que chama atenção: apesar da arrecadação bruta de R$ 1.018.792,50, o clube esmeraldino ficou com pouco mais de R$ 433 mil líquidos após despesas.
• Aluguel do estádio
O maior impacto nas contas foi o custo com o Estádio Serra Dourada. O Goiás desembolsou R$ 319.324,20 entre aluguel e seguro, sendo R$ 318.725,00 apenas pela locação do espaço — valor que representa mais de 30% da renda total da partida.
• Taxa triplica após concessão
Antes da concessão à iniciativa privada, os clubes pagavam cerca de 10% da renda bruta ou uma taxa mínima de até R$ 5 mil. Com a nova gestão, o custo praticamente triplicou.
A empresa responsável pela concessão, a Construcap Engenharia e Comércio S/A, assumiu o complexo em 2025 dentro de um contrato de 35 anos. A empresa pegou cerca de R$ 10 milhões pela concessão, em um modelo de negócio defendido pelo governo Caiado e com participação ativa, do então vice-governador, Daniel Vilela.
• Clube cuidou do gramado
Além do aluguel elevado, o Goiás também ficou responsável pelos cuidados com o gramado, utilizando equipe própria e arcando com materiais como adubos, o que aumenta ainda mais o custo operacional da partida.
• Comparação
O valor também supera o de outras praças esportivas, na terça-feira, como por exemplo o Estádio Mangueirão, em Belém-PA, que foi modernizado recentemente.
Na última terça-feira o Paysandu pagou R$ 60 mil para jogar contra o Vasco da Gama, que teve uma renda de mais de R$ 2 milhões.
• Estádio será fechado
O Serra Dourada deve ser fechado em junho para obras de modernização, com previsão de reabertura apenas em 2028. O projeto faz parte do pacote de investimentos obrigatórios da concessão, estimado em pelo menos R$ 215 milhões.

















