quarta-feira , 13 maio 2026
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Carlos Cachoeira ficou preso por apenas duas horas e meia após ordem da Justiça de Goiás, que voltou atrás em tempo recorde

• Explicação da defesa

A defesa do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos conversou com a reportagem do G24H após a prisão dele nesta quarta-feira (13), no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Segundo os advogados, Cachoeira ficou detido por cerca de duas horas e meia até a Justiça revogar a ordem de prisão preventiva.

• Mandado tinha validade até 2032

A decisão foi assinada pelo juiz Luciano Borges da Silva, da 8ª Vara Criminal de Crimes Punidos com Reclusão e Detenção do Tribunal de Justiça de Goiás. O magistrado determinou, no dia 11 de maio, o cumprimento do mandado de prisão preventiva com prazo de execução até 14 de outubro de 2032.

Segundo a defesa, a prisão foi decretada porque a Justiça não teria conseguido localizar Carlos Cachoeira para intimação em um processo envolvendo acusação de calúnia e difamação. Os advogados afirmam que apresentaram documentos nos autos comprovando que o empresário possui residência fixa em Goiânia.

• Ordem foi revogada horas depois

Após a apresentação das informações pela defesa, a Justiça voltou atrás e revogou a prisão poucas horas depois do cumprimento do mandado pela Polícia Federal em São Paulo.

De acordo com os advogados, Carlos Cachoeira afirmou nunca ter visto um mandado com prazo até 2032 ser revogado em apenas duas horas e meia. A defesa também sustenta que os crimes investigados — calúnia e difamação — não justificariam prisão preventiva.