• BK Bank apresentou Goiás como prova de capacidade financeira
Documentos obtidos pelo Goiás24Horas mostram que a BK Instituição de Pagamento, investigada pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto por suposta ligação financeira com o PCC, utilizou contratos firmados com o Governo Caiado como principal garantia técnica e financeira em uma disputa milionária no Mato Grosso.
• Empresa citou contratos de Caiado por diversas vezes
No material apresentado ao Desenvolve-MT, a BK afirma repetidamente que executava “o mesmo projeto junto ao Governo do Estado de Goiás” havia quase cinco anos. A empresa usou contratos ligados à Goiás Fomento para comprovar experiência, estrutura operacional e capacidade técnica.
A BK destacou que operava programas sociais em Goiás envolvendo cartões de benefício, contas digitais e pagamentos eletrônicos. Entre os números apresentados pela própria empresa aparecem mais de 150 mil cartões emitidos e movimentação anual superior a R$ 279 milhões apenas em 2023.
• Contrato em Goiás chegou a quase R$ 600 milhões
Em um dos trechos do documento, a própria BK menciona contrato ligado ao Estado de Goiás no valor de R$ 593,6 milhões, usado como argumento para comprovar capacidade operacional da fintech.
A empresa também afirma que prestava serviços para Goiás desde 2020 e que o contrato goiano era maior do que o projeto disputado no Mato Grosso.
• Banco virou alvo da Operação Carbono Oculto
A BK Bank passou a ser investigada pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025. Relatórios do Coaf apontam suspeitas de lavagem de dinheiro, movimentações bilionárias e utilização da fintech como suposto “banco paralelo” do PCC.
Mesmo após a operação, os documentos mostram que a empresa seguia utilizando os contratos do Governo de Goiás como vitrine comercial para disputar novos contratos públicos em outros estados.

















