• Parte do PSD rejeita Caiado
O presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado, Gilberto Kassab, passou boa parte do evento do partido realizado neste sábado (1), em Brasília, tentando justificar um problema que a campanha de Caiado ainda não conseguiu resolver: o próprio PSD está dividido na disputa pela Presidência da República.
• Cada um foi para um lado
Durante o encontro, Kassab voltou a defender que governadores, prefeitos e lideranças do PSD tenham liberdade para apoiar candidatos diferentes de Ronaldo Caiado nos estados. Segundo ele, enquanto o Brasil permitir coligações nas eleições majoritárias, essa situação continuará acontecendo. Na prática, a declaração reconhece que uma parte importante do PSD não acompanhará a candidatura presidencial do partido.
• Lula e outros adversários
Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) não embarcou na candidatura de Caiado e mantém sua estratégia política voltada ao palanque estadual, com aproximação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) também apoia Lula e não participa da campanha presidencial de Caiado. O próprio Kassab já admitiu publicamente que nenhum dos dois deverá subir no palanque do candidato do PSD.
• Discurso não combina com a realidade
A situação chama atenção porque Caiado tem afirmado repetidamente que Lula e Flávio Bolsonaro são candidatos “rejeitados”. No entanto, as pesquisas nacionais continuam mostrando Lula e Flávio na liderança da corrida presidencial, enquanto Caiado enfrenta dificuldades para unificar até mesmo o próprio partido em torno de sua candidatura.

















