• Operação volta a Senador Canedo
Senador Canedo voltou a ser alvo de uma investigação nacional sobre suspeitas de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
Nesta quinta-feira (24), um mandado de busca e apreensão foi cumprido na cidade durante a terceira fase da Operação Carbono Oculto, chamada de Crédito Oculto.
• Ação acontece em sete estados
A operação é comandada pelo Gaeco de São Paulo e pela Receita Federal, com apoio de órgãos de outros estados.
Há alvos em São Paulo, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
• Esquema usaria empresas e fundos
Segundo os investigadores, o grupo teria criado uma verdadeira sequência de empresas, fintechs, fundos de investimento e holdings para fazer o dinheiro passar por diferentes contas e dificultar a identificação de quem realmente controlava os recursos.
Uma das operações investigadas envolve cerca de R$ 370 milhões. Em outra, R$ 100 milhões teriam circulado rapidamente por diferentes contas antes de serem usados em uma negociação envolvendo uma distribuidora de combustíveis.
• R$ 11,6 bilhões movimentados
A Receita Federal afirma que uma empresa financeira utilizada nas operações investigadas movimentou aproximadamente R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.
O valor não significa, por si só, que todo esse dinheiro seja ilegal. A investigação tenta descobrir quanto teria relação com lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
• Cidade já havia sido alvo
Senador Canedo já havia aparecido na primeira grande fase da Carbono Oculto, em agosto de 2025. Na época, o Gaeco de Goiás cumpriu dez mandados em empresas ligadas ao comércio, produção e distribuição de combustíveis.


















