• Uma pergunta que merece atenção da Justiça de Goiás
Quem faturou os 10% de comissão sobre os R$ 40 milhões do AparecidaPrev, instituto de previdência dos servidores de Aparecida de Goiânia, aplicados no Banco Master? Houve pagamento dessa comissão?
A pergunta surge após uma revelação do jornalista Thiago Herdy, em sua coluna no Metrópoles.
• A comissão milionária de Vorcaro
Segundo a reportagem, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em sua tentativa de colaboração premiada, que intermediários recebiam 10% de comissão para conseguir aplicações de recursos de fundos previdenciários no Banco Master.
Entre esses intermediários, conforme o relato atribuído a Vorcaro, estavam agentes do mercado financeiro e políticos.
• R$ 188 milhões em comissões?
Dados do Ministério da Previdência mostram que 21 regimes próprios de previdência investiram R$ 1,88 bilhão em letras financeiras do Master entre 2023 e 2024.
Se os 10% relatados por Vorcaro foram pagos em todas essas operações, estamos falando de R$ 188 milhões em comissões. Segundo a reportagem, parte dos pagamentos teria ocorrido em dinheiro vivo.
• E os R$ 40 milhões de Aparecida?
O AparecidaPrev aplicou R$ 40 milhões no Banco Master. Se a mesma comissão de 10% tivesse sido cobrada nessa operação, seriam R$ 4 milhões.
Uma pista: a presidente do AparecidaPrev, Márcia Tinoco, esclareceu na Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia que Einstein Paniago, que também presidiu o AparecidaPrev até 2023, teria articulado diretamente a aplicação junto ao banqueiro Daniel Vorcaro e trabalhado para viabilizar o investimento, mesmo após resistência do conselho, que teria negado autorização devido à classificação de risco da instituição financeira.
O Goiás24horas foi censurado pelos poderosos de plantão, em ato absurdo ao arrepio da lei dentro da justiça eleitoral após ação do MDB, por revelar os laços perigosos do ex-chefão da previdência de Aparecida, Einstein Paniago, que é servidor público do Estado e fez parte da comitiva de Daniel Vilela (MDB) em uma viagem para a China, neste imbróglio que precisa ser esclarecido, pois tem dinheiro público no meio.
Cristiano Silva
Editor

















