sábado , 4 julho 2026
GoiâniaImprensa

Euler Belém analisa texto de Fabiana Pulcineli sobre o parcelamento dos salários e conclui que ela forçou a barra contra o Governo

O editor-chefe do Jornal Opção, Euler Belém, publicou nota no portal online do seminário sobre a reportagem de O Popular, na edição de quinta, a propósito do parcelamento dos salários dos servidores estaduais.

A reportagem foi assinada pela repórter política Fabiana Pulcineli e evidencia, claramente, segundo Euler Belém, que a volta da jornalista, que estava de férias, coincidiu com o retorno da “ideologização” das manchetes de O Popular, na abordagem dos temas relacionados com o Governo do Estado.

A nota de Euler Belém vem confirmar uma tese há muito defendida pelo Goiás 24 Horas: Fabiana Pulcineli não tem isenção para escrever sobre assuntos políticos e administrativos que envolvem o governador Marconi Perillo,a respeito de quem a jornalista nutre profunda “ojeriza”.

Veja os argumentos alinhados por Euler Belém para concluir que a reportagem de Fabiana Pulcineli forçou a barra para expor negativamente o Governo do Estado:

A discussão proposta pela reportagem de O Popular sobre a forma de efetuar os descontos de impostos e afins dos salários dos servidores em tempos de parcelamento é legítima, mas é possível fazer algumas ressalvas:

1 — A jornalista Fabiana Pulcineli retoma assunto cinco dias após o depósito dos salários. Fato coincide com sua volta das férias e sua linha de atuação;

2 — O jornal assume, em chamada de capa, informação apresentada pelo Sindicato de que “teve servidor público que recebeu 50 reais”. Cadê o contracheque? Informação de Sindicato é imparcial e corresponde necessariamente à verdade? Da mesma forma, o jornal não comprova que “teve servidor que chegou ao sindicato chorando”;

3 — O Estado não pode ser responsabilizado pelo endividamento dos servidores. O consignado é um benefício, mas a responsabilidade sobre o peso dele na renda é do servidor e não do Estado. Neste caso, é válida a discussão sobre efetuar a cobrança na segunda parcela;

4 — Reportagem reconhece que parcelamento mantém salários em dia — apesar de levantar a questão do legado da gestão e que isto foi compromisso reafirmado em campanha –, mas não retoma as razões apontadas pela Fazenda e pelo governo para que isso esteja sendo feito;

5 — A reprodução da frase da servidora de que “comissionado ganha o dobro” é completamente improcedente e a jornalista certamente sabe disso. Diferente de comparar os salários de efetivos com cargos de chefia, para os quais, inclusive, há gratificações para servidores efetivos que os exerçam.

A ideologização da cobertura continua evidente e volta às manchetes com uso da palavra “vice” para falar dos casos de dengue. Jornais nacionais falam em “epidemia” (“Globo” e “Valor”), “São Paulo lidera” (“Folha”), “dengue é mais grave e mortal em SP (outros)”.

O consultor Eduardo Tessler e o vice-presidente do Grupo Jaime Câmara, Maurício Duarte, cobram a redação para fazer jornalismo “mais quente” e “participante”, mas não ideologizado.

Destaques

Artigos relacionados

Goiânia

Tristeza e dor entre os servidores da Comurg após morte cerebral da colega atropelada em canteiro central de Goiânia enquanto trabalhava

Atropelamento Um motorista embriagado atropelou servidores da Companhia de Urbanização de Goiânia...

Goiânia

Tiroteio deixa ao menos 2 mortos na região Noroeste de Goiânia

Troca de tiros Ao menos duas pessoas morreram após uma troca de...

Goiânia

Passageiro de moto morre após cair na Av. Mutirão e ser atropelado por ônibus, em Goiânia

Acidente Um homem morreu na manhã desta sexta-feira (19) após um acidente...

Goiânia

Goiás violento: pai é acusado de matar o próprio filho, um bebê de apenas 9 meses

Crueldade Um homem é acusado de matar o próprio filho, um bebê...