sábado , 25 abril 2026
Goiás

Confira resumo da entrevista da presidente do PT goiano à nova TBC

Em sua participação no programa Roda de Entrevista, da nova TV Brasil Central (TBC), na noite da última quarta-feira, a presidente do PT em Goiás, Kátia Maria dos Santos, descartou de uma vez por todas a possibilidade de haver diálogo com o deputado federal Daniel Vilela (MDB) com vistas a uma aliança na eleição para governador deste ano. 

“O que nos afasta do MDB é divergência de projetos”. afirma Kátia. “Eventualmente, podemos caminhar sem o PCdoB, sem o Psol, mas com estes partidos há convergência de ideias. Com o MDB, não”.

Na entrevista – conduzida pelo apresentador Enzo de Lisita e pelos jornalistas Cileide Alves (rádio Sagres 730) e Caio Henrique Salgado (jornal O Popular, Kátia recusou-se a falar de um eventual plano B do PT para disputa presidencial. Ela revelou que o diretório nacional do partido tomou, no fim de semana, a decisão de registrar a candidatura de Lula a qualquer custo no dia 15 de agosto, com direito a mobilização nas ruas.

Kátia diz que a convicção do PT se sustenta no fato de que 300 prefeitos que hoje governam os seus municípios terem sido candidatos sob a proteção de medidas liminares – que interromperam a execução de sentenças judiciais – e que Lula tem direito à mesma prerrogativa. 

“A legislação eleitoral permitiu que mais de 300 candidatos a prefeito fossem habilitados em 2016. 130 ganharam e estão governando, inclusive em Senador Canedo. O TSE vai ter que se manifestar e apostamos que este entendimento será mantido. Queremos fazer uma campanha com liminar e espero que a mesma prerrogativa que valeu para mais de 300 prefeitos valha para Lula”, disse. 

Kátia Maria, que é pré-candidata a governadora, minimizou a desidratação do partido em Goiás e o fato de a bancada ter perdido 2 dos 4 deputados que elegeu em 2014: Humberto Aidar e Renato de Castro. Ela acredita que os votos dois 2 continuarão a ser dados a políticos do PT e que não há motivos para temer a diminuição da representatividade na Assembleia. “Em 2014 também disputamos em condições difíceis, sozinhos, e elegemos 1 federal e 4 estaduais. Não é uma situação nova para nós. Quanto aos que saíram, desejo sorte, porque vão precisar”. 

Kátia também reafirmou o seu apoio à proposta de regulação dos veículos de comunicação, algo que está na agenda do PT há anos, e evitou comentar a aliança do seu partido com setores conservadores e acusados de corrupção, como o grupo do senador Renan Calheiros (MDB) em Alagoas, o que é apontado como principal razão para derrocada do petismo. 

Kátia diz que Renan e outros aliados não interferem na definição de políticas públicas por parte do PT. “Uma coisa é fazer aliança indo declarar apoio. Outra é receber apoio. É isso que tem acontecido, com o próprio Renan. E apoio não se dispensa. O projeto não sofre influência pela opinião do Renan”.

No decorrer do programa, petistas e telespectadores enviaram mensagens por WhatsApp parabenizando a nova TBC por abrir espaço para entrevistar Kátia Maria. Um deles foi o ex-presidente da Comurg e ex-procurador-geral do Município na gestão de Paulo Garcia, Edilberto Castro Dias. 

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