quinta-feira , 23 abril 2026
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Policial militar e advogada lideravam quadrilha de agiotagem e tortura em Goiás, revela investigação

• Casal no comando

Entre os seis investigados presos nesta sexta-feira (28) em Goiás, dois integram um casal apontado como liderança de uma quadrilha de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, o policial militar Hebert Povoa, lotado em Luziânia, comandava o grupo.

A advogada Tatiane Meireles dava suporte jurídico para “blindar” o esquema — e também participava das cobranças violentas. A informação é do site Metrópoles.

• Tortura registrada em vídeo

Um vídeo obtido pela investigação mostra a brutalidade das ações. A vítima, agachada, chora e geme de dor enquanto é espancada. Um dos agressores ameaça: “Aqui no Goiás você vai aprender como funciona.”

Após chutes e ordens para que a vítima se levantasse, ela responde que não enxerga sem a lente do óculos. O criminoso retruca: “Então vai morrer atropelado.” Em seguida, a advogada surge no vídeo gritando “Levanta o braço, porra!” e golpeando a vítima com um cassetete.

• Organização criminosa estruturada

Segundo a Polícia Civil, três dos presos são policiais militares de Luziânia. A quadrilha atuava de forma organizada, movimentava altas quantias e utilizava violência sistemática para cobrar dívidas com juros abusivos. Vítimas relataram viver sob pressão constante, temendo novas agressões.

Apreensões e mandados

A operação, conduzida pela 5ª Delegacia Regional de Luziânia, cumpriu mandados de busca e apreensão em vários endereços. Foram recolhidas diversas armas e aproximadamente R$ 10 mil em espécie.

Os investigados devem responder por agiotagem, extorsão, tortura, lavagem de dinheiro e organização criminosa.