quarta-feira , 18 março 2026
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Denúncia do autódromo expõe contrato sem licitação e repasses milionários; governo Caiado e organizadores terão problemas na justiça

• Ministério Público investiga MotoGP

O Ministério Público de Goiás instaurou procedimento para investigar os custos e contratos envolvendo o MotoGP no Autódromo de Goiânia. A apuração começou após denúncia anônima e mira diretamente os gastos públicos e a forma como o evento foi viabilizado pelo governo Caiado

• Contrato sem licitação levanta suspeitas

O próprio governo admitiu que não houve licitação para contratar as empresas envolvidas. A justificativa foi a “inviabilidade de competição”, já que a Dorna Sports detém exclusividade mundial do evento e indicou a Interpub como promotora no Brasil, justificativa do governo Caiado para contratação direta e sem concorrência. Mas tem valor jurídico?

• Dinheiro público não é brincadeira

O contrato prevê repasse de mais de R$ 108 milhões para obras no autódromo, valor que pode chegar a cerca de R$ 153 milhões com aditivos. Mesmo com dinheiro público, a exploração comercial do evento — ingressos, camarotes e publicidade — fica com a empresa privada.

• Quem controla a grana?

Outro ponto crítico: a empresa Interpub é responsável por executar as obras e contratar fornecedores. O Ministério Público quer saber como esses terceiros foram escolhidos e se houve preço de mercado. Ou seja, recursos públicos sendo operados por empresa privada. Isto é um crime!

• Sigilo e falta de transparência

O governo Caiado também alegou sigilo contratual para restringir acesso a documentos, citando proteção de informações comerciais. O Ministério Público reagiu e exigiu cópia integral dos contratos, contas bancárias, medições de obras e relatórios técnicos.

Trocando em miúdos: Caiado colocou dinheiro público na jogada, dispensou licitação, transferiu a execução da obra para empresa privada e ainda colocou os contratos em sigilo. É mole ou quer mais?

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