• Para ter onde roubar?
A primeira-dama Gracinha Caiado ganhou protagonismo no governo Caiado ao assumir a coordenação do Goiás Social e, dentro dele, o programa habitacional “Pra Ter Onde Morar”. Com presença constante nas entregas, passou a ser chamada de “madrinha” das obras e ações sociais.
Ocorre que é justamente esse programa que aparece no centro de um escândalo investigado pelo Ministério Público. Nos bastidores a coisa ganhou o trocadilho: “para ter onde roubar”.
• Contratos de R$ 146 milhões sob investigação
A investigação aponta suspeitas em contratos que somam cerca de R$ 146 milhões, ligados à execução de obras habitacionais pela Agehab. Entre as irregularidades apuradas estão indícios de direcionamento, favorecimento de construtoras, pagamentos indevidos e flexibilização de regras.
• Um esquema milionário
A construtora Excel, firmou dezenas de contratos dentro do programa, e pertence ao amigo pessoal da primeira-dama, Dedé Hajjar, que é alvo na Operação e sogro de outro alvo, o vice-presidente da Agehab, Wendel Garcia, homem de confiança do casal Caiado na Agência.
Segundo o Ministério Público, as irregularidades estão ligadas a contratos de engenharia para construção de moradias no programa habitacional, com recursos do fundo Protege Goiás. Há suspeitas de: contratações direcionadas, pagamentos irregulares, reajustes contratuais ilícitos e flexibilização indevida de regras de edital.

















