• Casos aumentam em Goiás
Goiás registrou 93.548 casos prováveis de dengue entre janeiro e julho de 2026. O número representa crescimento de 14,8% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o estado contabilizou 81.487 ocorrências.
A diferença é de 12.061 casos em um ano. Os dados são do Painel de Arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás. Até o momento, 75 mortes pela doença foram confirmadas no estado.
• DENV-3 passa a predominar
Outro fator que aumenta a preocupação é a predominância do sorotipo DENV-3, identificado em 53,2% das amostras analisadas. O vírus permaneceu com circulação reduzida no Brasil por mais de uma década, deixando parte da população com pouca imunidade específica.
Estudos apontam associação entre o DENV-3 e maior possibilidade de casos graves na comparação com o DENV-1. Especialistas ressaltam, porém, que a evolução também depende da idade, de comorbidades, do histórico de infecções e do acesso rápido ao atendimento.
• Pico superou sete mil casos
A maior transmissão de 2026 ocorreu entre os dias 2 e 8 de março, quando Goiás ultrapassou sete mil registros em uma semana. No período correspondente de 2025, foram aproximadamente 4,8 mil casos, diferença próxima de 46%.
Mesmo durante a estiagem, o risco permanece. Os ovos do Aedes aegypti podem sobreviver por mais de um ano e eclodir quando voltam a entrar em contato com a água.
• Vacinação e sinais de alerta
Cerca de 118 mil crianças e adolescentes ainda não haviam recebido a segunda dose da vacina contra a dengue em Goiás. A imunização está disponível para o público de 10 a 14 anos.
Dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, dificuldade para respirar e fraqueza intensa exigem atendimento médico imediato. A redução da febre não significa necessariamente que o risco terminou.

















