Leilão de áreas públicas do Estado é jogo de cartas marcadas, denuncia deputado

Nota publicada na edição deste domingo do jornal O Hoje: processo sob suspeita
Nota publicada na edição deste domingo do jornal O Hoje: processo de venda de áreas está sob suspeita

A edição deste domingo do jornal O Hoje traz uma denúncia grave: o leilão de imóveis do governo do Estado já teria vencedores definidos, antes mesmo de ocorrer. O alerta foi feito por um deputado, que não quis se identificar, à coluna Xadrez – antiga Xeque Mate. “Anota aí: vai ser um grupo português que vai comprar aquilo lá, já está combinado há tempos. E tem gente que vai lucrar milhões com isso”.

Os leilões começam no mês que vem e serão coordenados pela Secretaria Estadual de Gestão e Planejamento (Segplan). O titular da pasta, Giuseppe Vecci, confirmou ao jornal O Popular ontem que em março o governo vai vender as primeiras 12 áreas públicas autorizadas pela Assembleia Legislativa. “Serão dois tipos de leilão”, explica nota do jornalista Jarbas Rodrigues. “Os interessados disputarão algumas áreas lance a lance e vão entregar as propostas em envelopes fechados para outras áreas”.

Entre as áreas que serão vendidas por envelope está a do Batalhão Anhanguera da Polícia Militar, no Setor Marista, a mais cobiçada por sua localização e tamanho (64 mil metros quadrados) na Capital. Especula-se que os grupos empresariais têm interesse de construir shopping centers e prédios residenciais de alto padrão nessa área, cujo valor de venda pode passar de R$ 200 milhões.