sábado , 7 março 2026
EleiçõesGoiânia

Na base e na oposição, possíveis candidatos acumulam mais problemas que vantagens para disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016

Alguns dos candidatos mais citados para disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016 exibem mais problemas que soluções para que, efetivamente, venham a enfrentar o pleito.

Vamos começar por Iris Rezende. É inegável que o velho cacique peemedebista tem forte resíduo eleitoral na Capital, mas é só. Sua candidatura vai sofrer com o tradicional discurso superado e ultrapassado e a ligação com a desastrada administração Paulo Garcia (PT), que foi seu vice e recebeu seu apoio para a reeleição em 2012. Analistas acreditam que qualquer candidato, em 2016, que tiver identificação com o atual prefeito estará fadado ao insucesso.

Em seguida, pela base aliada do governador Marconi Perillo, aparecem dois nomes: o presidente da Agetop, Jayme Rincón, e o deputado federal Fábio Sousa. Jayme nunca disputou eleições e cometeu o erro infantil de antecipar em mais de dois anos a sua candidatura, tornando-se um alvo fácil.

Meteu-se também num bate-boca interminável com Paulo Garcia, que só valoriza um prefeito desgastado e rejeitado por mais de 80% dos goianienses. Por fim, pode ser vítima das dificuldades financeiras e administrativas enfrentadas pelo Governo, em tempos de reforma administrativa e enxugamento de gastos, inclusive para obras.

Já Fábio Sousa, em que pese o inegável amadurecimento político, carrega um defeito de origem: é evangélico do pé rachado e, pior ainda, integra um segmento que é caracterizado pelo distanciamento em relação às demais correntes da religião. Não é um nome universalizado e, portanto, é incapaz de empolgar.

Há ainda o empresário Vanderlan Cardoso, que foi bem votado na eleição para governador em Goiânia, com 178 mil votos. O diabo é que Vanderlan virou um político solitário, que não agrega apoios importantes nem consegue acertar acordos partidários e só aceita alianças com quem vem de joelhos. Apesar de milionário, não gosta de gastar com as suas campanhas. Sozinho, nunca foi e jamais irá a lugar nenhum.

Finalmente, temos o PT – teoricamente uma força política pelo fato de comandar o Paço Municipal. Mas, sem nomes e sem eira nem beira, o partido parece destinado a uma passagem melancólica pela próxima eleição, inexoravelmente atrelado ao fiasco de Paulo Garcia.

Artigos relacionados

Goiânia

Homem vai parar no xilindró após tentar tomar arma de agente da PRF na Rodoviária de Goiânia

Flagrante Um homem foi parar no xilindró na manhã desta sexta-feira (6)...

Goiânia

Sem licitação: Vereadora Kátia vai ao TCM contra contrato de R$ 22 milhões da Prefeitura de Goiânia para serviços de engenharia

Possíveis irregularidades A vereadora Kátia Maria apresentou representação ao Tribunal de Contas...

Goiânia

Policial militar morre após se envolver em acidente de trânsito em Goiânia

Perda A sargento da PM, Flávia Rosa Campos, de 49 anos, morreu...

Goiânia

Goiás violento: jovem é brutalmente agredida na saída de boate em Goiânia

Agressões Uma mulher de 29 anos foi agredida na madrugada de domingo...