sexta-feira , 10 julho 2026
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Candidato de oposição condena perpetuação de poder na OAB Goiás e prega mais transparência na instituição

A eleição para a OAB Goiás ocorre em novembro próximo, mas as candidaturas começam a decolar e os bastidores se agitam. A instituição passa por sua maior crise na história em Goiás: denúncias, dívidas milionárias, troca de acusações entre aliados, desgaste da imagem e credibilidade em xeque.

O jornalista Samuel Straioto entrevistou, em seu blog no site Diário de Goiás, o candidato de oposição Lúcio Flávio Siqueira. O advogado faz críticas ao grupo OAB Forte, que está no comando há anos.

Siqueira critica a perpetuação no poder e aponta falhas na transparência. Veja abaixo trechos da entrevista:

Alternância de poder

“De fato integro há vários anos o movimento de oposição, cuja meta é trazer para a Ordem o que não acontece a quase três décadas, que é alternância de poder. A Ordem dos Advogados do Brasil é administrada por um mesmo grupo, bastante pequeno, há quase três décadas. Existe uma verdadeira perpetuação do poder na Ordem, um continuísmo que entendemos que é deletério para democracia. Considero que uma democracia saudável demanda alternância. Assim que visualizamos as democracias pujantes. Consideramos que mais do que nunca a OAB precisa de alternância. Este grupo que é um grupo consistente, numeroso, bastante maduro com relação aquilo que pretende caso administre a Ordem, tem se movimentado, conversado”.

Transparência

“Quanto se arrecada? Como se aplica? Como se gasta? Quanto se gasta com pessoal e com bens e serviços? Quais os critérios de contratação? Se há licitação ou não há? Nas construções que a Ordem realiza em todo o e Estado porque esta ou aquela empreiteira foi contratada? O preço que ela pratica é o melhor? A transparência que cobramos do poder público de modo geral. Sempre dissemos que a Ordem não tinha esta transparência no trato da coisa que é pública, o que acaba acontecendo, por exemplo, maio ou abril o vice presidente da OAB , Sebastião Macalé, vem a público expor uma dívida de R$ 13 milhões, o atual presidente para o mandato tampão, Enil veio falar em R$ 6 ou R$ 7 milhões. De toda forma é preocupante. Aquilo que colocamos antes, em outras eleições conduz a uma situação extremamente preocupante que é o endividamento. A Ordem em seu passado recente de maneira pouco usual se aproximava de uma forma perigosa da politica partidária e acabou acontecendo aquilo que falávamos em 2012”

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