sábado , 7 março 2026
Goiânia

Pedaladas fiscais: Paulo Garcia venderá áreas públicas para cobrir rombo na previdência. Dilma fez manobra parecida e está sob ameaça de cassação

O termo “pedalada fiscal” se popularizou no Brasil desde que se transformou em possível justificativa para cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff. Ele quer dizer que Dilma tomou dinheiro de outra parte da administração pública – onde não poderia ter mexido – para cobrir um rombo que não deveria existir.

Neste caso específico, tomou dinheiro da Caixa Econômica Federal para pagar o Bolsa Família, o que é vedado por lei. O pior: em ano eleitoral.

O prefeito Paulo Garcia (PT) planeja executar manobra semelhante em Goiânia. Na base do atropelo, a sua base de vereadores aliados na Câmara Municipal acaba de aprovar um projeto de lei que o autoriza a vender áreas públicas que, a princípio, deveriam ser utilizadas para construção de escolas, postos de saúde e outros prédios de uso comum da administração.

O que explica o desejo de Paulo de se desvencilhar dessas seis áreas é o rombo nas contas do Instituto Municipal de Assistência Social (Imas), cuja origem ninguém conhece porque Paulo não conta a verdade para a população. O projeto que o autorizou a vendê-las foi aprovado por 13 votos a 11.

Na sessão, os vereadores Djalma Araújo (Rede), Tatiana Lemos (PCdoB), Cristina Lopes (PSDB), Geovani Antonio (PSDB), Pedro Azulão Jr (PSB) e Paulinho Graus (PDT) fizeram duras críticas ao prefeito, alegando que a venda de áreas públicas para pagar dívidas previdenciárias é “um crime” contra a cidade e a população.

Mas o prefeito ignorou a crítica da oposição e continua pedalando, pedalando com a empáfia de sempre. Com o nariz empinado, alheio aos buracos que podem estar à sua frente.

Resta saber se estas pedaladas passarão impunes pelo Ministério Público e pela Justiça.

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