quarta-feira , 14 outubro 2026
Goiás

Em movimento espontâneo de reação da sociedade, 4 escolas já estão desocupadas pelos próprios pais e alunos e voltam a funcionar normalmente

A Secretaria estadual de Educação acaba de informar que está em andamento uma manifestação espontânea de pais, professores e alunos pela desocupação de escolas que foram invadidas por manifestantes que se dizem contrários à gestão compartilhada com Organizações Sociais (OS) e que impediram o início do ano letivo em unidades ocupadas, afetando a rotina de mais de 16 mil estudantes.
Por volta das 6 horas da manhã desta segunda-feira, um grupo de pais de alunos do Colégio Estadual Ismael Silva de Jesus, no bairro da Vitória, região Noroeste de Goiânia, expulsou os ocupantes da unidade, com o objetivo de que os filhos pudessem começar o ano letivo de 2016.

Cerca de dez pais, acompanhados do diretor da escola e do Conselho Tutelar, entraram na unidade para pedir mais uma vez que os manifestantes saíssem. Segundo eles, 12 pessoas mantinham a ocupação dentro da unidade: dois alunos e dez desconhecidos.

Relatos dão conta de que ao sair da escola, os manifestantes começaram a gritar e a própria comunidade, que acompanhava a desocupação, chamou uma viatura policial. A Polícia Militar (PM) esclareceu que não houve qualquer participação da corporação durante a movimentação. Um jovem foi atropelado por um carro de som e já deu um depoimento em vídeo confirmando o fato.

A Seduce informa ainda que nesta segunda-feira a rotina de quatro escolas que estavam ocupadas está voltando à normalidade: Colégio Estadual Ismael Silva de Jesus e Colégio Estadual Professor Pedro Gomes, em Goiânia; Colégio Estadual Rui Barbosa (Vila Alzira), em Aparecida de Goiânia; e Presidente Costa e Silva, em São Luis de Montes Belos. No caso do Colégios Pedro Gomes, Rui Barbosa e Presidente Costa e Silva, houve uma participação efetiva de professores e alunos da própria escola na negociação para a desocupação com o apoio dos pais. As escolas devem voltar a funcionar na quarta-feira, depois de um processo de reorganização e replanejamento.

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