Preguiça mental da oposição prejudica o processo democrático em Goiás e deixa os goianos sem alternativa para as políticas públicas estaduais

Sintomático: perguntado pela coluna Giro, em O Popular, sobre o pacote de austeridade lançado pelo governador Marconi Perillo, o deputado federal Daniel Vilela, do PMDB, um dos principais nomes da oposição em Goiás e um dos nomes cotados como candidato a governador em 2018, respondeu afirmando que “a oposição defende o oposto”.

O oposto?

Mas que oposição é essa? O “oposto” ao pacote de austeridade só pode ser uma política de relaxamento fiscal – o que, na atual conjuntura do país, levaria Goiás rapidamente a um colapso administrativo e financeiro.

Seria isso? Não, Daniel Vilela não explica. Não dá detalhes. Ele é o perfeito símbolo da preguiça mental da oposição em Goiás, que, hoje, chega até mesmo a comprometer o processo democrático em nível estadual. É que a oposição tem um papel a cumprir (a formulação de políticas públicas alternativas), mas, se não o faz, prejudica o conjunto da sociedade com a sua omissão.

Que oposição é essa que defende resumidamente o “oposto” do que o governo está fazendo e renuncia ao debate de ideias?