Cerco aos nanicos: Braga corre risco de ficar sem partido a partir de 2019. Terá de arrumar emprego de verdade

Quando deixou a Secretaria da Fazenda do governo de Goiás em 2010, o braço direito (e esquerdo) do então governador Alcides Rodrigues teve de procurar um partido para onde pudesse transferir a sua fábrica de maldades contra o seu inimigo, Marconi Perillo (PSDB). Encontrou guarida no PRP, que agora está ameaçado de extinção pela reforma política que tramita no Senado.

O PRP (sigla homônima daquela que abrigou figuras históricas como Jânio Quadros e Adhemar de Barros) é uma das 14 legendas que, na eleição de 2010, não alcançaram 1,5% do total de votos nacionais para deputado federal. Este é o piso que passa a valer a partir de 2019. Quem não alcançar 1,5% dos votos de todo o Brasil (em nove estados diferentes) perde acesso a fundo partidário e a tempo de rádio e TV.

Em 2014, o PRP de Braga ficou com apenas 0,69% do eleitorado do Brasil. Ou seja: avizinha-se um cenário nebuloso para o ex-secretário de Alcides. O desemprego está próximo. É bom começar a dar uma olhada nos classificados de O Popular atrás de um bico, porque a mamata parece próxima do fim.