Caiado vai completar 3 meses de governo totalmente em desacordo com o discurso da moralidade

Ao longo da campanha, todo o discurso de Caiado foi sustentado na moralidade. Ele se apresentava como o home que teria “autoridade moral” para liderar mudanças profundas na administração do Estado. Eleito, Caiado rasgou a cartilha que tanto leu. De cara, nomeou dois primos de primeiro grau no comando da antiga da Agetop. Outros Caiado estão espalhados pelo governo nas mais diversas áreas.

No núcleo duro do governo, Caiado também não aplica a moralidade que tanto propagou na campanha. A primeira-dama Gracinha é uma espécie de primeira-ministra. Ela manda, lidera reunião, opina, está sempre ao lado do governador em reuniões e importantes e se coloca como a principal articuladora de políticas sociais do governo. Nada disso é ilegal. Porém, é imoral. Nada contra Gracinha, que até parece ter boas intenções. A primeira-dama, no entanto, exagera em seu esforço para mostrar serviço. Os goianos votaram em Caiado e não nela.

E ainda tem a filha Anna Vitória. Ela é quem tem mais influência sobre o governador. A falta de aliados e o excesso de desconfiança fazem com que Caiado leve a mulher e a filha para dentro do governo. Nesta semana, Anna Vitória estava na mesa de uma reunião com representantes do Banco do Brasil. Nunca antes na história de Goiás a filha de um governador exerceu tal função. Anna Vitória não tem cargo oficial no governo, mas ela e seu marido atuam como articuladores extraoficiais de Caiado. Estão em todas as solenidades, na primeira fila, visitam prefeitos, dialogam com secretários.

Como se vê, a moralidade foi atropelada por Caiado.