• O que faz o Ministério Público no meio disso?
Na defesa apresentada, o advogado Leandro Silva foi cirúrgico ao questionar: “O que faz o Ministério Público no meio disso? Desde quando cabe ao MP avaliar se uma manchete agrada ou desagrada ao caiadismo, ao irismo ou ao marconismo?”
O questionamento escancara a tentativa grotesca de transformar jornalismo crítico em crime. Leandro apontou que o Ministério Público, sem competência para isso, passou a avaliar títulos, manchetes e a linha editorial do Goiás24Horas, em um verdadeiro ato de censura institucional.
Uma conduta que fere de morte a liberdade de imprensa e expõe o uso do aparato estatal como instrumento de perseguição.
• O Pequeno Príncipe
De forma brilhante, o advogado recorreu até à literatura para ilustrar o absurdo da acusação. Citou o clássico “O Pequeno Príncipe”, lembrando que “se fôssemos julgar apenas pelo título e pela capa, ‘O Pequeno Príncipe’ se transformaria em algo que não tem absolutamente nada a ver com o conteúdo do livro.”
Da mesma forma, agentes do Ministério Público tentaram, de maneira rasteira, criminalizar o Goiás24Horas com base em uma análise superficial e equivocada de manchetes e textos jornalísticos.
O MP foi usado de maneira errada para tentar decidir o que seria “limpo” ou “sujo” não com base na legalidade, mas na conveniência de quem ocupa temporariamente o poder.
• Derrota do abuso
O trabalho de Leandro Silva não só desmoralizou a denúncia como expôs um problema muito maior: o uso indevido do Ministério Público como linha auxiliar do governo Caiado.
A sentença confirmou que não havia dolo, não havia improbidade, não havia crime — apenas uma tentativa fracassada de censura e opressão.
A defesa foi categórica: “O Ministério Público tem a obrigação de fiscalizar o que existe, não de inventar crimes ou medir opiniões. A decisão da Justiça não é apenas uma vitória de Cristiano Silva e do Goiás24Horas, mas de todos que defendem a liberdade de imprensa e o Estado Democrático de Direito”, disse Leandro Silva.

















