• Resposta ao ataque dos EUA
O Parlamento do Irã aprovou neste sábado (21) o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente.
A decisão foi tomada em reação direta ao ataque ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra três instalações nucleares iranianas.
Para entrar em vigor, a medida ainda depende da aprovação do Conselho Supremo de Segurança Nacional e do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
• Petróleo
O impacto no mercado foi imediato. O preço do petróleo saltou 8% no primeiro dia de conflito e segue em trajetória de alta.
Analistas do JPMorgan alertam que, se o bloqueio for confirmado, o barril pode atingir entre US$ 120 e US$ 130, patamar semelhante ao registrado na crise da guerra da Ucrânia em 2022.
Desde o início das ofensivas, o petróleo tipo Brent subiu 13,5%, enquanto o WTI avançou 10,9%, refletindo o temor de uma crise energética global.
• EUA reforça segurança
Diante da escalada, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Golfo Pérsico, mobilizando a 5ª Frota da Marinha americana, baseada no Bahrein, para proteger a navegação no estreito. O bloqueio de Ormuz, se confirmado, representa uma retaliação inédita do Irã, que por anos ameaçou, mas nunca executou, o fechamento da rota. Com o confronto aberto entre Irã, Israel e agora os EUA, cresce o risco de uma guerra de grandes proporções, com impactos devastadores na segurança global e na economia mundial.

















