• Ataque arrogante
Ao atacar a promotora Leila Maria de oliveira, Caiado (UB) deixa evidente que não aceita que as obras públicas em Goiás sejam feitas dentro dos princípios constitucionais: legalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Em um texto mal redigido, cheio de ódio, Caiado lambe a própria cria, uma lei de fundo de quintal, que permite gastar R$ 2,5 bilhões da taxa do Agro sem licitação.
Sem dúvida, um atalho perigoso, que dispensa o rito da concorrência pública e abre caminho para práticas pouco republicanas. Caiado parece querer governar ao bel prazer, fugindo dos mecanismos que garantem transparência e controle.
• Leila não é inimiga do Estado
A promotora Leila Maria, ao questionar essa manobra, cumpre seu dever. Age em defesa da Constituição, da legalidade e do interesse público.
Caiado, parte para o ataque, como sempre covarde, e tenta inverter os papéis, transformando quem fiscaliza em inimigo do Estado.
Esse comportamento é típico de posturas autoritárias, que veem na fiscalização uma ameaça, não um instrumento de aperfeiçoamento da gestão.
• Lei fundo de quintal
Criar uma lei para escapar da licitação não torna o ilícito lícito. A jogada do governo não resiste a qualquer teste de constitucionalidade.
O que o governador tenta é institucionalizar um modelo que enfraquece o controle, a concorrência e a fiscalização.
E quando alguém questiona, como faz a promotora Leila, é alvo de ataques e tentativas de desmoralização.
Mas é justamente nesses momentos que a sociedade precisa reagir e reafirmar: respeitar a lei não é uma opção. É um dever. E fiscalizar não é crime. É obrigação.
Cristiano Silva
Editor

















